Óbvio que não!
A qualidade é a condição obrigatória mínima para se ter uma boa obra e não garante nada, mas garante o respeito e admiração de seus leitores, mesmo que sejam poucos.
E qualidade, pode ser um aspecto um tanto subjetivo, no que tange ao jeito ou estilo de escrever. Posso gostar de um estilo e odiar o outro, mesmo se a obra que não apreciei tenha uma excelente qualidade do ponto de vista técnico e da produção (qualidade editorial), como: capa, arte, diagramação, gramática, sumário, etc.
Veja o que diz de Paulo Coelho e se anime. Este post é de 24/08/2017, retirei da Veja em 30/2022. veja.abril.com.br/coluna/o-leitor/aos-70-anos-paulo-coelho-ainda-o-nosso-maior-pessimo-escritor:
Paulo Coelho acaba de completar 70 anos com uma espécie de cadeira cativa no Top 10 dos romancistas mais lucrativos do planeta. Ultrapassou a marca dos 210 milhões de exemplares. É tanto livro que, se os outros 100 escritores brasileiros de maior destaque vendessem, por cabeça, apenas 1% do que Paulo Coelho vendeu até agora, finalmente teríamos atividade literária paga no país — e paga em milhões.
É claro que a crítica sempre detestou o mago. Parágrafos mal escritos, pobreza vocabular, diálogos artificiais, personagens estereotipadas, todos os defeitos imagináveis foram atribuídos aos seus livros.
A academia, então, é melhor nem mencionar. Mestrandos e doutorandos que se atreveram a estudar a obra de Paulo Coelho receberam vaias em congressos e simpósios sobre literatura.
(…)
Acho isso uma lição para todos nós escritores também. E se procurar um pouco mais na web irá encontrar mais críticas a ele.
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