Conto de humor.
NAUSEA: voando baixo, tropeçando alto
Era uma vez, no coração do Cerrado, escondida entre um posto de gasolina desativado e um campo de soja transgênica, a sede da NAUSEA – Nova Agência Ultra Secreta de Exploração Aeroespacial. A placa da frente dizia “Aqui começa o futuro”, mas alguém rabiscou com pincel: “do fracasso”.
Seu fundador, o excelentíssimo doutor em Aeronauticagem Comparada e ex-estagiário do Detran, Dirceuzão, sonhava em lançar o primeiro foguete 100% nacional com tecnologia limpa, barata e reciclável: um míssil feito de cano de PVC, fita isolante e um botijão de gás da Ultragaz.
— “Missão: enviar um pão de queijo à estratosfera!” — anunciou com orgulho ao lado do vice-diretor, um papagaio aposentado da Polícia Federal.
A equipe da NAUSEA era composta por três estagiários de física (todos reprovados), um influenciador digital de astrologia quântica, e Dona Juraci, que fazia café, decifrava códigos e redigia projetos em Comic Sans.
O primeiro teste, chamado carinhosamente de Operação Vai se Der, foi um sucesso… por dois segundos. O foguete subiu 1,5 metro, fez um loop involuntário, e aterrissou direto na Kombi do refeitório. Os fragmentos foram recolhidos com sacos de pão. Ainda assim, o ministro disse na coletiva:
— “Estamos a um passo da lua, só que é o passo de bêbado.”
Animados com o “quase” sucesso, decidiram tentar algo maior: a primeira missão tripulada da NAUSEA. O astronauta escolhido foi Seu Valdomiro, o zelador do prédio, que aceitou ir ao espaço em troca de um vale-refeição e dois ingressos pro show do Amado Batista.
O módulo espacial era uma caixa d’água de 500 litros com Wi-Fi instável e duas coxinhas congeladas. O lançamento foi adiado cinco vezes: na primeira choveu, na segunda o botijão vazou, na terceira esqueceram o Valdomiro dentro e trancaram o portão. A quarta foi feriado. Na quinta, a equipe se reuniu para “alinhamento energético”.
Finalmente, na sexta tentativa, o foguete decolou… de ré. A missão foi rebatizada de Projeto Cavalo de Pau Lunar.
Durante a coletiva de imprensa, um jornalista perguntou:
— “E se der tudo errado?”
— “Se der certo, é Brasil. Se der errado, também é.”
Apesar de tudo, a NAUSEA conseguiu reconhecimento internacional quando o foguete acidentalmente atingiu um satélite da NASA. Foi o primeiro crossover espacial acidental da história. O Brasil saiu no New York Times com a manchete: “Brazilian Agency Hits Space Jackpot: Oops!”.
Hoje, a sede da NAUSEA é ponto turístico. Seu Valdomiro ganhou uma estátua de isopor na entrada e todo 1º de abril é celebrado o Dia da Queda Controlada.
A NAUSEA continua firme em seu propósito: voar cada vez mais baixo com objetivos cada vez mais altos.
Por isto, sempre que alguém escreve nas redes sociais “CHAME A NASA”, me dá náusea.

Dalton é escritor, poeta, cronista, contista, jornalista do astral, médium, humorista incorrigível da consciência, que sente uma saudade incrível de seu planeta, e está ansioso para ser “puxado” pelo planeta Chupão. Alega: Não quero ficar com os “evoluídos”. Autor de 50 obras independentes: 5 de informática e 45 de espiritualidade sem religião e consciência. Engenheiro Civil, pós-graduado em: Educação em Valores Humanos e também em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. Autor da obra SEU LIVRO PUBLICADO. É a obra mais grossa, mais completa e mais detalhada do mercado, sem concorrentes a altura: 404 páginas, principalmente baseado nas plataformas: Amazon, UICLAP e Clube de Autores. Obra ilustrada, com links e QR Codes. Com 112 imagens, 78 QR Codes, 187 links, 4 tabelas, e detalhes minuciosos e macetes raros que ninguém nunca contou antes. Todas as obras aqui: clube.consciencial.org (copie e cole no navegador). Todos os ebooks aqui: ebooks.consciencial.org (copie e cole no navegador).
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