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LANÇAMENTO DA OBRA NO QUINTAL DAS GERAIS

Minas é aquele lugar em que o café junta as pessoas, o pão de queijo resolve briga e toda história rende um causo. “No quintal das Gerais” volta ao mundo com 24 crônicas que cheiram a fogão de lenha, prosa de varanda e riso fácil. É leitura para quem gosta de humor que nasce do cotidiano: vizinha com “rádio sem pilha”, estrada de terra que vira rally, festa de família que nunca dá prato suficiente, bicho de estimação que pensa, e o nosso “trem” — palavra que resolve quase tudo.

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As crônicas são curtas, diretas e saborosas, escritas naquele português mineiro que não pede licença para entrar e, quando a gente vê, já sentou à mesa. Os personagens são da turma que a gente reconhece de longe: Zé do Pão de Queijo e Nhá Benzedeira, a Maria Joaquina que capta notícia no ar, o cachorro Bentinho colecionador de chinelos, o porco Aristóteles pensador, e um coro de parentes que chega “só para um cafizin” e esquece de ir embora. Entre uma risada e outra, o livro registra o Brasil profundo com respeito e ironia mansa, sem caricatura. Em vez de piada pronta, há observação afiada: o poder do “trem” como dicionário universal, a economia paralela do fiado na vendinha, o drama épico de dirigir na poeira e no barro, a diplomacia do café passado no coador de pano.

Pão de queijo falando - 400px

O ritmo é de conversa boa. Cada texto funciona sozinho, mas, lido em sequência, forma um painel: o humor de Minas é leve, mas tem lastro; é engraçado, mas diz algo sobre família, vizinhança, trabalho e pequenos rituais que mantêm a vida em pé. O leitor urbano vai se enxergar em muitos espelhos; o leitor da roça vai sentir que alguém contou sua história do jeito certo.

Relançar “No quintal das Gerais” é abrir novamente o portão do quintal para quem perdeu a primeira rodada de café. São 24 crônicas para ler num gole, sorrir por dentro e, se der, ler em voz alta — porque certas risadas pedem plateia. Traga sua xícara. O resto a gente resolve com pão de queijo e prosa.

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