Há quem escreva para vender.
Há quem escreva para ser amado.
E há quem escreva… porque se não escrever, desmancha.
Minhas obras nasceram do mergulho —
não da fórmula de marketing, nem dos algoritmos.
Escrevi com o sangue da lucidez,
e ofereci ao mundo como se entrega um filho em um berçário vazio.
O mundo não leu.
Mas a alma, sim.
Ela sabia o que fazia.
O leitor talvez nunca chegue.
Mas a consciência de ter dito o indizível me basta.
É melhor ser lido por um espírito do que por cem consumidores distraídos.