Às vezes temos vícios de linguagens e cacoetes semânticos, é bem comum. Eu tenho um que estou tentando vencer, é o uso exagerado do “então” ao falar.
Mas o autor deve ser fazer estas perguntas e se observar:
Estou usando gerundismo[1]?
Exagerei nos advérbios[2]?
Exagerei nos adjetivos[3]?
Abusei dos superlativos[4]?
Quando o autor é muito técnico e sabe muito, a pergunta é: preciso explicar e detalhar mais esse conhecimento para meu público?
Estou sendo arrogante e achando minha obra o máximo? Sei receber críticas construtivas?
Será que estou sendo prolixo na exposição das ideias?
Sei ser humilde e me colocar num estado mental de quem deseja ardentemente aprender, ou seja, melhorar minhas obras?
Sou flexível? – Ser flexível é admitir que qualquer obra pode sempre ser melhorara por outro profissional ou outra visão de mundo.
Pesquisei o suficiente para saber se minha ideia é realmente boa?
Esta “ideia” precisa ser tanto mais aprofundada quanto mais expandida?
Se você não admite mexerem (melhorarem) sua obra, você quer realmente ser um escritor?
Ninguém é escritor sem antes ser um eterno aprendiz.
[1] Derivado de GERÚNDIO, muito utilizado por telemarketings em certa época no Brasil.
[2] Advérbio é a classe de palavras que acompanha verbos, adjetivos ou outros advérbios, acrescentando-lhes características ou intensificando o seu sentido.
[3] O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos, ou seja, ele indica suas qualidades e estados.
[4] A característica atribuída pelo adjetivo é intensificada de forma relativa ou absoluta.
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