44 anos, corpo destruído e mente afiada; a doença venceu o homem, a poesia venceu a doença

Havia algo de cruelmente límpido no olhar de Paulo Leminski, como se a vida, em sua pressa de corroê-lo, tivesse deixado intacta apenas a lucidez. Aos 44 anos, o corpo já se despedaçava sob o peso da cirrose, mas a mente permanecia intacta, cortante, quase insuportável de tão clara. Era essa clareza que feria mais […]

44 anos, corpo destruído e mente afiada; a doença venceu o homem, a poesia venceu a doença Read More »