poesia brasileira

Se matou, antes disso, transformou a poesia brasileira

O Rio antigo respirava um rumor de eletrodomésticos, maresia e silêncio impreciso. Ana Cristina Cesar nasceu nesse ar, em junho de 1952, entre estantes que pareciam respirar e bilhetes que tremiam sobre as páginas. Seus cadernos exigiam mais espaço que o corpo; nos livros, havia chamas que teimavam em dizer. Ela cresceu aprendendo a soletrar […]

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44 anos, corpo destruído e mente afiada; a doença venceu o homem, a poesia venceu a doença

Havia algo de cruelmente límpido no olhar de Paulo Leminski, como se a vida, em sua pressa de corroê-lo, tivesse deixado intacta apenas a lucidez. Aos 44 anos, o corpo já se despedaçava sob o peso da cirrose, mas a mente permanecia intacta, cortante, quase insuportável de tão clara. Era essa clareza que feria mais

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